A ponte que atravessa o Rio Piquiri, situada no km 541,79 da BR‑272, entre os municípios de Francisco Alves e Guaíra, segue totalmente interditada desde a semana passada, por determinação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (DNIT) devido a risco estrutural.
A decisão foi tomada após a identificação de trincas nos pilares da ponte, situação considerada grave para a segurança dos usuários da rodovia.
A interdição abrange todos os tipos de veículos em ambos os sentidos e permanece vigente por tempo indeterminado, até que novas inspeções e reparos estruturais sejam concluídos – e não há previsão oficial para retomada do tráfego.
De acordo com o anúncio do DNIT, equipes técnicas já se encontram no local para monitoramento e intervenções emergenciais.
Para minimizar o impacto, foram estabelecidas rotas alternativas – especialmente para quem trafega entre o Norte do Paraná e a fronteira com o Mato Grosso do Sul. Uma das opções: a partir de Francisco Alves seguir pela PR‑182 até Palotina, depois pela PR‑364 até reencontrar a BR‑272 no km 554 – um desvio que adiciona cerca de 42 quilômetros à viagem. Veículos de carga são também orientados a usar a BR‑487 (trecho entre Umuarama e Naviraí).

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçou a fiscalização e orientação nos pontos de desvio mais críticos – no trevo de Francisco Alves (km 326 da BR‑272) e no trevo de Terra Roxa (km 554) – para garantir a segurança dos motoristas que utilizam essas rotas alternativas.
Nas vias de desvio, as condições exigem atenção redobrada: muitos trechos sem acostamento, tráfego normal de veículos locais, e velocidade máxima limitada a 80 km/h.

Essa interdição evidencia o impacto direto da infraestrutura rodoviária na mobilidade regional – a ponte sobre o Rio Piquiri, além de ligar municípios importantes, serve como rota estratégica para escoamento de cargas e deslocamentos no Oeste paranaense. A ausência de previsão de liberação do tráfego reforça a urgência de avaliação e reconstrução da estrutura.
Para quem depende diariamente desse trecho da BR‑272, o bloqueio exige planejamento e atenção. O DNIT orienta motoristas a consultarem aplicativos de navegação (como Google Maps ou Waze) e a acompanharem as atualizações oficiais, pois novas medidas podem ser anunciadas a qualquer momento.
Enquanto isso, a norma é redobrar cuidado nas alternativas, evitar trechos proibidos e considerar o aumento de tempo e distância das viagens. As consequências para o transporte regional e para a economia local poderão se estender enquanto a ponte permanecer fora de operação.
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